O Exército da Guiné-Bissau anunciou, nesta quarta-feira (26), a criação de um Comando Militar que passa a assumir o controle do país. A declaração foi feita por meio da TV estatal, onde os militares informaram também a suspensão da Constituição e de todo o processo eleitoral “até que haja condições favoráveis para o retorno à normalidade”.

A intervenção ocorre após as eleições presidenciais de 23 de novembro, cujo resultado oficial seria divulgado no dia 27. O cenário político se agravou depois que tanto o atual presidente Umaro Sissoco Embaló — que teria sido detido pelos militares — quanto seu principal adversário afirmaram vitória.

Fontes locais ouvidas pela agência Sputnik confirmaram ainda que o candidato Fernando Dias da Costa e o líder político Domingos Simões Pereira também foram presos e levados para uma base aérea.

A situação segue instável, e organismos internacionais acompanham o caso diante do risco de escalada da crise política no país.