A Anvisa aprovou, nesta quarta-feira (26), a Butantan-DV, primeira vacina de dose única contra a dengue no mundo. O imunizante é resultado de uma parceria entre o Instituto Butantan, o Ministério da Saúde e o laboratório chinês Wu Xi, e teve sua aprovação baseada em resultados de estudos clínicos de fase 3.

🧪 Eficácia da Butantan-DV

Destinada à população de 12 a 59 anos, a vacina apresentou:

74,7% de eficácia geral;

91,6% de eficácia contra dengue grave e com sinais de alarme;

100% de eficácia contra hospitalizações;

63% de eficácia contra dengue sintomática após 54 meses;

85% de eficácia contra internações no mesmo período.

A Butantan-DV é composta pelos quatro sorotipos do vírus da dengue e demonstrou proteção tanto para pessoas já infectadas anteriormente (soropositivas) quanto para quem nunca teve a doença (soronegativas).

Com a aprovação, o imunizante deve ser incluído no PNI (Programa Nacional de Imunizações). A definição do início da aplicação e do público-alvo ficará a cargo do Ministério da Saúde.

🟦 QDenga: o que é e para quem é indicada

A QDenga, já disponível no Brasil, é produzida com vírus atenuados e é capaz de prevenir os quatro sorotipos da dengue: DENV-1, DENV-2, DENV-3 e DENV-4.

👤 Público autorizado

Indicada para:

crianças a partir de 4 anos,

adolescentes e

adultos até 60 anos,
tanto soropositivos quanto soronegativos.

💉 Esquema vacinal

Duas doses

Intervalo de três meses entre as aplicações.

A QDenga está disponível:

No SUS, para crianças e adolescentes de 10 a 14 anos;

Na rede privada, para pessoas de 4 a 60 anos.

🚫 Contraindicações

A vacina não deve ser aplicada em:

pessoas com alergia grave (anafilaxia) a componentes da vacina;

gestantes;

mulheres que estão amamentando;

indivíduos com imunodeficiências primárias ou adquiridas (incluindo imunossupressão);

pessoas que vivem com HIV com comprometimento imunológico.

🆕 O que muda com a Butantan-DV?

Com a aprovação da vacina do Butantan, o Brasil passa a ter dois modelos de imunização contra a dengue — um deles, agora, em dose única, o que pode facilitar a adesão e acelerar campanhas de vacinação.

A expectativa é que o país comece a receber os primeiros lotes a partir de 2026, ampliando significativamente a estratégia de combate a uma doença que segue em alta em várias regiões do país.