Completado um ano desde o início da grande contraofensiva ucraniana, o cenário na guerra contra a Rússia é de um impasse sangrento e exaustivo. As expectativas de um rompimento rápido das fortificadas linhas russas não se materializaram. O conflito estabilizou-se em uma “guerra de atrição”, reminiscente de conflitos do século XX, com batalhas ferozes por cidades-símbolo como Avdiivka e Bakhmut, onde os avanços são medidos em centenas de metros ao custo de milhares de vidas.
A natureza da guerra mudou. A superioridade tecnológica ocidental, como a dos sistemas HIMARS, deu lugar a uma batalha de logística, artilharia e resistência humana. Ambos os lados consomem quantidades colossais de munição, desgastando suas capacidades industriais. Analistas apontam que o desfecho agora dependerá menos de manobras no campo de batalha e mais de fatores de retaguarda: qual lado conseguirá produzir mais armamentos, munição e drones por mais tempo? O apoio contínuo e inabalável do Ocidente à Ucrânia e as sanções econômicas à Rússia são, portanto, tão cruciais quanto a coragem dos soldados na linha de frente.
