Durante a audiência de custódia realizada nesta semana, Douglas Alves da Silva — motorista acusado de atropelar e arrastar por cerca de um quilômetro a jovem Tainara Souza Santos, em São Paulo — declarou ao juiz que foi ferido por policiais no momento da prisão. A defesa também afirmou que ele corre risco dentro do sistema prisional.

Segundo Douglas, ele estava dormindo em um quarto de hotel na Vila Prudente quando foi surpreendido pela Polícia Civil e teria sofrido lesões durante a abordagem. As marcas visíveis foram registradas no auto de prisão e reconhecidas pelo magistrado responsável pela audiência.

O advogado do acusado relatou ao Judiciário que teve dificuldades para localizar o cliente após a detenção e que temia pela integridade física dele no presídio. O defensor alegou ainda que Douglas não teria recebido atendimento médico adequado, apesar dos ferimentos, e solicitou a realização de exame no Instituto Médico Legal (IML), além de atendimento emergencial.

Diante das declarações, o juiz determinou que o IML faça os exames necessários — caso ainda não tenham sido realizados — e ordenou que a Secretaria de Administração Penitenciária providencie assistência médica imediata ao detento. A defesa também pediu acesso às imagens das câmeras corporais e aos registros de GPS das viaturas envolvidas na prisão, pedidos que foram acolhidos para análise posterior.

Apesar das alegações, a audiência de custódia manteve a prisão de Douglas, apontado como responsável pelo atropelamento que deixou a vítima com graves ferimentos e resultou na amputação das pernas. A investigação segue em andamento para apurar tanto o crime quanto as circunstâncias da abordagem policial.