A orla do Portal da Amazônia foi o cenário, na noite desta sexta-feira (05), da estreia da primeira edição do Festival do Brega, evento que chega para marcar definitivamente o calendário cultural da capital paraense.
Com portões abertos às 17h, o Portal da Amazônia rapidamente ficou lotado. Famílias inteiras, turistas e admiradores do gênero ocuparam a orla para celebrar a música que há décadas traduz a identidade amazônica. A programação, que se estende até este sábado (6), reúne 50 atrações em 12 horas de shows, celebrando o título concedido pela ONU Turismo que reconhece Belém como Capital Mundial do Brega.
Crédito: Paula Lourinho

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Primeira noite histórica
A maratona de apresentações, iniciada ao pôr do sol com Junior Neves, seguiu esquentando o público com nomes consagrados do gênero: Gerson Thirrê, Gabriel Pompel, Batidão do Melody, Fruto Sensual, Rebeca Lindsay, AR-15, Sayonara, entre outros artistas que construíram a trajetória do brega paraense. O ápice da noite ficou por conta das poderosas aparelhagens Super Pop, Rubi e Crocodilo, que conduziram o público madrugada adentro, em uma celebração vibrante.
A estreia do festival também reforçou a grandiosidade da estrutura montada pela Prefeitura de Belém: praça de alimentação variada, segurança reforçada, trânsito organizado e acesso gratuito. A expectativa de público foi de mais de 10 mil pessoas no primeiro dia, movimentando a economia criativa e fortalecendo o turismo cultural.
Prefeito destaca importância cultural e econômica
O prefeito de Belém, Igor Normando, celebrou o impacto social e simbólico do evento:
“O Festival do Brega é muito mais que entretenimento — é um marco para a nossa cidade. Estamos celebrando um patrimônio cultural que nasceu aqui e ganhou o mundo. Belém hoje mostra que valoriza sua identidade, sua história e seus artistas. Este festival movimenta a economia, fortalece o turismo e coloca nosso povo no centro da cena cultural brasileira e internacional.”
Já a secretária municipal de Cultura e Turismo, Cilene Sabino, reforçou o peso institucional do evento, que reúne esforços da Prefeitura de Belém, do Ministério do Turismo e do Governo do Estado:
“O Festival de Brega de Belém é uma iniciativa conjunta para festejar o título concedido pela ONU Turismo. Serão 12 horas de shows no Portal da Amazônia. Vamos começar com o pôr do sol e encerrar com o nascer do sol, e queremos que o povo do Pará venha participar conosco desse momento tão bonito da nossa história, um reconhecimento à nossa riqueza musical”, afirmou.
Do palco ao público: emoção por todos os lados
No meio da multidão, cada pessoa celebrava o festival à sua maneira. Entre elas, o pedreiro Nazareno Franco, que descobriu o evento por acaso — e acabou vivendo uma noite inesquecível:
“Descobri pelo Instagram que iria ter esse evento. Eu vim com um amigo meu, ele não sabia que tava rolando esse “rock” aqui. Foi ótimo o show, nos divertimos muito. Parabéns, prefeito! O evento engrandece, apresenta o nosso rock, o nosso brega. É show!’”, disse o pedreiro.
A fala de Nazareno traduz a essência do evento: uma festa popular, democrática, afetiva e cheia de identidade.
Crédito: Paula Lourinho

Crédito: Paula Lourinho
Crédito: Paula Lourinho
Crédito: Paula Lourinho
Crédito: Paula Lourinho
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Segundo dia: mais música, dança e tradição
Após a explosão de público do primeiro dia, a Prefeitura de Belém convoca a população para retornar neste sábado (6), a partir das 17h, para mais uma sequência de shows. A programação reúne:
Banda Açaí Pimenta, Top3, May Ávila, Dona Loirinha, Selma Lemos, Suanny Batidão, Lia Soares, Franci Ribeiro, Wanderley Andrade, além das incríveis aparelhagens Carabao e Príncipe Negro.
Uma celebração que veio para ficar
Com forte participação popular e reconhecimento internacional, o Festival do Brega se consolida como um novo marco cultural da cidade. Belém celebra suas raízes, suas sonoridades e sua capacidade única de transformar música em festa e pertencimento.
A capital paraense mostra, mais uma vez, porque é referência mundial quando o assunto é cultura, identidade e alegria coletiva.
- Texto: Marli Portilho





