As parcelas da população brasileira que viviam em condições de pobreza e extrema pobreza caíram em 2024 pelo terceiro ano consecutivo, passando de quase 57 milhões em 2023 para 48 milhões em 2024, o que representa mais de 8,6 milhões de brasileiros fora das linhas de pobreza e extrema pobreza. Os dados fazem parte do levantamento Síntese de Indicadores Sociais, divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A queda nos números, no entanto, não eliminou a existência de disparidades regionais e de cor e raça no país. As taxas de pobreza e extrema pobreza nas regiões Norte e Nordeste seguem acima da média nacional. Entre os pretos, a pobreza chega a 25,8% e a extrema pobreza, a 3,9%. Já entre os brancos, os índices foram menores: 15,1% eram pobres, enquanto 2,2% estavam na extrema pobreza.