Existe uma linha que separa dor de monstruosidade. E quando alguém cruza essa linha, não é mais sobre sofrimento. É sobre incapacidade de suportar a própria ferida sem arrastar inocentes para o abismo. Quando um pai decide matar os próprios filhos, ele não está punindo a esposa. Ele está dizendo: “Se eu estou destruído, tudo vai ser destruído comigo.” O amor protegeria os filhos. O Ego os usa como instrumento final de vingança. O ego entrou em pânico quando ele perdeu o controle. E no pânico a escolha é caos. Ele decidiu que a sua dor era maior do que qualquer vida.
Carta dos filhos ao pai dias atrás.
