O governo federal intensificou, nesta quarta-feira (18), ações para evitar uma possível greve nacional dos caminhoneiros, diante da alta no preço do diesel, influenciada pela crise no Oriente Médio.

O ministro dos Transportes, Renan Filho, anunciou o reforço na fiscalização do cumprimento da tabela do piso mínimo do frete. A medida prevê responsabilização de empresas que descumprirem as regras, com o objetivo de garantir remuneração adequada aos caminhoneiros e maior equilíbrio no setor logístico.

Paralelamente, o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, destacou a realização de uma força-tarefa para coibir abusos no preço dos combustíveis. Ao todo, foram fiscalizados 669 postos em 16 estados, além de 64 distribuidoras e uma refinaria.

O vice-presidente Geraldo Alckmin afirmou que, na avaliação do governo, não há justificativa para paralisação. Ele citou medidas como a redução a zero das alíquotas de PIS e Cofins sobre o diesel, que deve gerar queda de aproximadamente R$ 0,32 por litro, além de subsídios para amenizar os impactos da crise internacional.

Já o presidente Luiz Inácio Lula da Silva declarou que o governo tem feito um “sacrifício enorme” para conter os efeitos da alta dos combustíveis e proteger a população.

Apesar das iniciativas, entidades que representam a categoria, como a Associação Brasileira dos Condutores de Veículos Automotores (Abrava) e a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Transportes e Logística, seguem apoiando a possibilidade de greve. Lideranças do setor afirmam que os custos continuam elevados e comprometem a renda e a sobrevivência dos caminhoneiros.