A manhã desta segunda-feira (8) foi marcada por uma das ações policiais mais abrangentes já realizadas recentemente no estado. Batizada de Operação Tredo, a ofensiva mobilizou diversas forças de segurança com o objetivo de cumprir 17 mandados judiciais – entre buscas, apreensões e prisões – contra um grupo apontado como um núcleo do Comando Vermelho (CV) infiltrado dentro do sistema de segurança pública.
Segundo informações apuradas pela reportagem junto a diferentes setores da imprensa nacional e estadual, a operação é resultado de uma investigação de longo prazo que buscou rastrear conexões entre agentes públicos e lideranças da organização criminosa. De acordo com fontes ligadas às investigações, o grupo estaria atuando silenciosamente há anos, oferecendo suporte logístico, acesso a informações sigilosas e facilitando operações do CV em diferentes regiões do estado.
🔎 Investigação de meses revelou infiltração estratégica
Documentos obtidos por veículos de imprensa revelam que a investigação se iniciou após o cruzamento de dados fornecidos por setores de inteligência, aliados a denúncias internas. A suspeita era de que parte do contingente de segurança estaria colaborando com o crime organizado, seja por coação, seja por envolvimento direto.
Ao longo dos últimos meses, equipes de inteligência monitoraram movimentações financeiras, conversas interceptadas legalmente e deslocamentos suspeitos de servidores públicos que, segundo investigadores, apresentavam comportamento incompatível com suas funções.
Fontes relataram que o grupo teria participação em esquemas de proteção a traficantes, repasse de informações sobre operações policiais e até interferência em ações ostensivas nas ruas.
⚠️ Risco institucional motivou operação em caráter emergencial
Especialistas em segurança consultados por veículos como CNN e Folha de S. Paulo alertam que a infiltração de facções dentro do aparato estatal representa um dos maiores riscos ao funcionamento das instituições. Isso porque, diferentemente de operações externas, a presença de criminosos dentro da estrutura pública cria brechas estratégicas, dificulta investigações e enfraquece a capacidade repressiva do Estado.
Segundo analistas, a deflagração da Operação Tredo representa uma resposta direta diante do avanço de facções criminosas que, em vários estados do país, têm tentado se infiltrar em estruturas como polícias, sistemas prisionais e serviços administrativos essenciais.
👮 Mandados foram cumpridos em várias cidades
Equipes se deslocaram para diferentes pontos do estado ainda nas primeiras horas da manhã. Em alguns locais, moradores relataram forte presença policial, bloqueios de ruas e movimentações intensas de viaturas.
A Polícia Civil, responsável pela investigação, reforçou que parte dos alvos ocupa posições sensíveis dentro da estrutura institucional, o que explica o grau de sigilo e complexidade da operação. Informações preliminares indicam que apreensões incluem celulares, documentos, equipamentos eletrônicos e outros materiais que devem alimentar novas etapas da investigação.
📌 Operação é vista como marco no combate às facções
Veículos como Metrópoles e O Liberal destacam que a Operação Tredo pode representar um divisor de águas no enfrentamento ao crime organizado no estado. A ação expõe o nível de articulação das facções e, ao mesmo tempo, reforça que há setores do Estado dispostos a enfrentar essas estruturas com planejamento e cooperação multissetorial.
Analistas também destacam que ações como esta possuem efeito direto no enfraquecimento das facções, pois atingem não apenas a ponta operacional, mas também estruturas internas que garantem proteção e circulação de informações privilegiadas.
📝 Próximos passos
A Polícia Civil deve aprofundar as diligências ao longo dos próximos dias, ouvindo envolvidos, analisando materiais apreendidos e verificando novas ramificações dentro e fora do estado. Fontes afirmam que mais fases da operação não estão descartadas.
As autoridades devem divulgar novas atualizações ainda hoje.
