O relatório anual da Comissão Econômica para a América Latina e Caribe (CEPAL) aponta que a pobreza contraiu 2 pontos percentuais na América Latina em 2024 em relação a 2023. Com isso, a pobreza atinge 25,5% do continente, sendo o menor nível desde 2012. A pobreza extrema também reduziu, passando a 9,8% da população latina. O México foi responsável por 60% da redução e o Brasil por 30%. Juntos, os dois países representam 52% da população latino-americana. A política de aumento real dos salários mínimos, os programas sociais e o melhor acesso ao ensino superior explicam o sucesso de ambas as nações. No entanto, o relatório frisou que, mesmo com a melhora, a desigualdade social na América Latina ainda é 2ª mais alta do mundo, perdendo apenas para a região Sul da África. O Brasil, inclusive, se junta à Colômbia e ao Panamá como países mais desiguais do continente.