A dificuldade de encontrar vagas em creches públicas voltou a ser um dos maiores problemas enfrentados por famílias brasileiras em 2025. O aumento no número de nascimentos, aliado ao retorno presencial das atividades econômicas e educacionais, pressionou ainda mais a demanda por atendimento na primeira infância.
Levantamento da Confederação Nacional dos Municípios revela que 63% das cidades brasileiras não conseguem atender toda a demanda por creches, especialmente em regiões periféricas. O Pará aparece entre os estados com maior déficit, principalmente em Belém, Ananindeua e Marituba.
Gestores estudam alternativas como parcerias com instituições privadas, construção de novas unidades e programas de atendimento domiciliar, mas enfrentam limitações orçamentárias. Pais e responsáveis relatam que, sem creches, precisam abandonar empregos, reduzir carga de trabalho ou recorrer a soluções improvisadas, aumentando desigualdade social e riscos para as crianças.
Especialistas defendem que ampliar o acesso à educação infantil é fundamental para o desenvolvimento cognitivo, emocional e social dos pequenos — além de ser uma política que impacta diretamente a economia e a inclusão produtiva das famílias.
