A era de crescimento explosivo e despesas ilimitadas das plataformas de streaming chegou ao fim. Após dominar o entretenimento global na última década, o setor enfrenta seu primeiro grande “choque de realidade”. Relatórios mostram que o número total de assinantes em serviços como Netflix, Disney+ e HBO Max está estagnado ou em queda em vários mercados maduros, sinalizando a saturação do modelo “all-you-can-watch” por um preço fixo.
A resposta das empresas é uma guinada estratégica agressiva. O novo foco não é mais apenas crescer a qualquer custo, mas aumentar a rentabilidade. Os pilares dessa nova fase são: 1) Planos com anúncios, mais baratos, para captar usuários sensíveis ao preço; 2) Repressão ao compartilhamento de senhas, forçando usuários “freeloaders” a pagarem assinaturas próprias; e 3) Corte drástico de custos, com redução no volume de produções originais e cancelamento de projetos ambiciosos. O resultado é um mercado mais consolidado, onde a batalha será por cada centavo do consumidor, num ambiente muito mais parecido com a competitiva TV a cabo do passado.
